Maio amarelo nasce com intuito de alertar sobre mortes e acidentes no trânsito

Os acidentes de trânsito lideram as estatísticas de mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano, ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito. O problema é mais grave nos países de média e baixa rendas.

A OMS estima que 90% das mortes acontecem em países em desenvolvimento, entre os quais se inclui o Brasil (são mais de 40.000 mortos decorrentes de acidente de trânsito por ano no Brasil). Ao mesmo tempo, esse grupo possui menos da metade dos veículos do planeta (48%), o que demonstra que é muito mais arriscado dirigir um veículo — especialmente uma motocicleta — nesses lugares.

O cenário do trânsito no Brasil aponta a tendência de 21 mortes por 100 mil habitantes, enquanto que no Estado de São Paulo, a taxa de mortes é menor e na proporção de 15 mortes por 100 mil habitantes, mesmo tendo 35% da frota nacional de veículos e mais que o dobro da proporção de motoristas do país (48% da população estadual versus 21,8% da população nacional).

O Movimento Maio Amarelo nasce com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Com o mote “No trânsito, o sentido é a Vida”, o Movimento chega à sua 6ª edição e fomenta na sociedade discussões e atitudes voltadas à necessidade urgente da redução do número de mortes e feridos graves no trânsito. Assim, o tema de 2018 propõe o envolvimento direto da sociedade nas ações e propõe uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade.

Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por um trânsito mais seguro.

Assim, a intenção é mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: Imprensa (fundamental neste processo), órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

Acompanhando o sucesso de outros movimentos, como, por exemplo, o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”, os quais, respectivamente, tratam dos temas câncer de mama e próstata, o “MAIO AMARELO” estimula você a promover atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito. Portanto, a escolha proposital do laço amarelo tem como intenção primeira colocar a necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos.

Dentro deste contexto, a Polícia Militar, por meio do Policiamento Rodoviário, Policiamento Territorial, Corpo de Bombeiros, em ação conjunta com vários Órgãos (Imprensa, Concessionária Via Rondon, DER/SP, Detran/SP, Tiros de Guerra, Prefeitura de Araçatuba, Prefeitura de Penápolis, e parceria com a iniciativa privada desenvolverá, durante todo mês de maio de 2019, várias ações relacionadas à Segurança Viária, direcionando esforços tanto às ações educativas (palestras, campanhas junto a ciclistas, motociclistas, descanso de motorista durante a madrugada, perigos do uso do celular ao volante, Rodovia Mirim, etc), quanto às Ações Fiscalizadoras (especialmente as voltadas para infrações que mais contribuem para acidentes e mortes nas Vias Públicas, como Embriaguez, Ultrapassagem em Local Proibido, não uso do Cinto de Segurança e Sistema de Retenção, Excesso de Velocidade, manuseio/uso do celular).

Por: Fabio Shiz/Regional Press
Araçatuba Acontece
01/05/2019







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