Diretoria do Aliment-Ata e Federação realizam assembleia para discutir reajuste salarial e reforma trabalhista com funcionários da Nestlé

A diretoria do Aliment-Ata (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Araçatuba e Região) e da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do estado de São Paulo estiveram reunidos com funcionários da Nestlé, na unidade de Araçatuba, no início da manhã desta quarta-feira. Na pauta, além do reajuste salaria, foi falado sobre a reforma trabalhista e a consequente perdas dos direitos da categoria.
A presidente do Aliment-Ata, dra. Dulce Ferreira, explicou que já foram realizadas assembleias com trabalhadores de diversos segmentos do setor, nas regiões de Araçatuba, Lins, Promissão, Pereira Barreto e Ilha Solteira. Ela explica que além de discutir a base da proposta de reajuste salarial em defesa da categoria, este ano está aproveitando para alertar sobre as mudanças ocasionadas pela reforma trabalhista, que veio para reduzir os benefícios e conquistas dos trabalhadores.
A presidente afirma que a Nestlé vem apresentando para que realmente veio a reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro do ano passado. O sindicato diz que a empresa já está aplicando em suas diversas unidades em todo o Brasil a referida reforma e consequentemente a perda de direitos dos trabalhadores.
Um exemplo sobre essas mudanças estão nas negociações ocorridas em Minas Gerais, onde foram implantadas metas para o PLR (Programa de Participação de Lucro). Outro exemplo é a terceirização nas atividades fim, já implantada na unidade de Caçapava.
Essas implantações representam a perda dos benefícios adquiridos ao longo desses anos, através de muitas negociações, sendo que o maior prejudicado é o trabalhador, que além de perder os direitos, corre o sério risco de perder o emprego.
E para tentar combater esses prejuízos o Aliment-Ata em parceria com a Federação estão apresentando uma pauta de negociações. A proposta é a manutenção e garantia da data-base em 1º de novembro. Reajuste salarial correspondente ao INPC e aumento real de 50% do INPC do período e piso salarial de admissão de R$ 1,8 mil.
Também consta na pauta de reivindicações o ticket alimentação no valor de R$ 800 e 13º ticket no mês de dezembro. PLR pago em parcela única e fica em R$ 6.500 mais 110% do variável. Ajuda para compra de medicamentos em 100%, homologações das rescisões contratuais no sindicado e a não terceirização da atividade fim.

Fábio Ishizawa
FXP Assessoria de Comunicação



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