Associação cria projeto social em homenagem a policial morto durante assalto contra a Protege

A Abrab (Associação Brasileira de Biribol) criou o Centro de Treinamento “André Ferro”, em homenagem ao policial civil, que também foi atleta profissional de biribol, e teve sua carreira interrompida durante o mega-assalto contra a empresa de transportes de valores Protege, ocorrido há um ano. A inauguração do espaço, que vai abrigar um projeto social, foi realizada na manhã deste sábado.
A Abrab utiliza um espaço particular onde já havia um centro de treinamento de biribol, e que cedeu o espaço para a implantação do projeto. O presidente da entidade é Fabiano de Souza Oliveira, e o proprietário do espaço, Fernando Vilela Caldeira. O evento de inauguração contou com diversas autoridades da modalidade esportiva, o policial civil e vereador Carlinhos do Terceiro e familiares de André Ferro, que ficaram emocionados com a homenagem.
Na abertura houve participação das bandas da Polícia Militar e da Prefeitura de Araçatuba, além da realização de um festival feminino de biribol. De acordo com os idealizadores do projeto, que também terá colaboração do técnico da equipe de Araçatuba, Alessandro Coffacci, o grupo pretende fazer um convênio com a prefeitura para atender gratuitamente os menores assistidos em programas assistenciais, além de atividade de biribol adaptado para idosos.
Para tentar manter financeiramente o projeto, Caldeira montou uma loja de comércio de produtos para piscinas e produtos químicos, e toda a renda será revertida a manutenção do projeto. O espaço funciona na rua Saldanha Marinho, 1.140, no bairro Paraíso.
ANDRÉ FERRO
O pai de André Ferro, Arnaldo Pereira da Silva, 65 anos, estava emocionado com a homenagem e lembra que seu filho atuou profissionalmente no biribol. “Eu procurei a turma do biribol quando ele ainda era adolescente e o incentivei a praticar a esporte, onde ele acabou se destacando”, lembrou.
Arnaldo ainda lembra que seu filho além de determinado, era muito agitado e não gostava de monotomia. Antes de ser policial civil, Ferro foi policial militar temporário, agente penitenciário e atuava em linhas de frente quando era preciso qualquer tipo de intervenção nas celas.  Depois passou em concurso da Polícia Civil e atuava como agente de telecomunicações.
Mas como não gostava de ficar parado, acabou conseguindo uma vaga para integrar o GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil. A mãe sempre foi contra a decisão. No dia do mega-assalto contra a Protege ele recebeu uma ligação de familiar informando que estava havendo tiros na região do bairro Santana, e também havia recebido telefonema para se apresentar na Polícia Civil, que estava agilizando uma operação por causa do mega-assalto.
No entanto, ao verificar o que estava acontecendo, acabou sendo descoberto pelo bando e friamente assassinado na rua Aviação, esquina com a Maurício de Nassau. Ferro foi a única vítima fatal do mega-assalto que aterrorizou e causou pânico em Araçatuba em outubro do ano passado.

Por: Fábio Shiz /Regional Press
Araçatuba Acontece
21/10/2018




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